A mediunidade consiste na faculdade do ser humano de poder captar as vibrações espirituais das Entidades que se manifestam no Planeta-Terra e assim poder servir de instrumento, transmitindo o “pensamento” recebido.
A faculdade mediúnica, em suas manifestações, varia de individuo para individuo de acordo com o seu temperamento, o seu sistema nervoso, o sentimento que o anima, a sua sensibilidade e o seu grau de evolução.
Todos nascemos com a faculdade intrínseca da “intuição” e qualquer pessoa poderá desenvolver os seus poderes psíquicos.
Porém, existem algumas que já nascem com esse dom mais desenvolvido e, normalmente, costuma manifestar-se em pessoas com maior sensibilidade para a captação mental e sensorial.
Allan Kardec definiu médium como sendo “todo aquele que sente em um grau qualquer influência dos espíritos
Luiz de Mattos, codificador do Racionalismo Cristão, diz que “A mediunidade, que se manifesta de múltiplas maneiras – de acordo com o grau de evolução de uma ou mais das suas modalidades – é faculdade inata no espírito de todas as criaturas”.
António Pinheiro Guedes, médico brasileiro, escreveu no seu livro Ciência Espírita, “Os fatos que constituem o objecto do espiritismo são naturais, como tudo quanto existe no Universo; são comuns, ordinários e até frequentes. Mas para os ver, os observar, aprender a notá-los e os reconhecer, quando e onde quer que se apresentem, era preciso, descobrir o instrumento capaz de os registar, tornando-os evidentes e palpáveis. Esse instrumento é o Médium.
O médium é, assim, um instrumento de mediação, digamos que um canal, um porta-voz, uma ponte entre os espíritos libertos da matéria e os seres humanos.
Segundo o livro “Da ciência ao amor – Pelo esclarecimento espiritual” do autor Luís Portela, no passado considerava-se um atributo de apenas algumas pessoas. Actualmente muitos autores admitem ser uma capacidade que existe em todo o ser humano, embora uns com esta modalidade mais desenvolvida que outros.
A mediunidade é transversal a todas as culturas não tendo, por isso, religião, raça nem condição social. É na realidade um dom que se possui. Segundo Raymond Moody, até mesmo um ateu poderá passar por experiências de contato com entidades espirituais. Enquanto, segundo este autor, um religioso associa esses seres de luz a personagens religiosas, um ateu dirá simplesmente tratar-se de um ser de luz.
Para este psiquiatra, psicólogo, parapsicólogo e filósofo é a mente que nos proporciona a capacidade de comunicar com Deus e com o mundo espiritual. E é sobretudo a consciência dessa dimensão espiritual que nos define como seres humanos. O Espiritualista vai um pouco mais longe e chega também ao tema do grau de evolução com que cada um dos seres humanos encarna, ou a decisão que tomou antes de encarnar no mundo-terra.
Mas para se ser médium e trabalhar como tal, requer muita responsabilidade.
O Espírito de Francisco Mongonhé da Silva diz inclusive numa doutrinação deixada através do corpo da Médium de incorporação total Aurora Verdades que “É de grande responsabilidade atrair-Nos às vossas correntes. É de maior responsabilidade o seguimento para o esclarecimento da Humanidade. É de maior responsabilidade ainda, terdes que responder se, na verdade, tendes a certeza da comunicação dos Espíritos. (…)
Não é fácil! Não foi fácil para mim chegar até junto de vós. Queremos trazer Palavras reais, comprovativas, indo ao encontro do pedido do Instrumento (diga-se da médium) que se propõe provar a Verdade Espiritual, mesmo à custa de sacrifícios. Provar com honestidade, com coragem e com responsabilidade assumida, esta tão profunda investigação.”
Assim percebemos que um médium possui uma responsabilidade maior que uma pessoa comum. O seu dever é amar, partilhar os ensinamentos que recebe, respeitar o seu irmão em espírito, devendo sempre trabalhar ao serviço do bem, convertendo-se num exemplo.
Segundo as palavras da Médium Aurora Verdades “O Espírito do Irmão Francisco deixou-me as Suas orientações, passando eu a fazer o que me aconselhou para obter uma boa concentração. Disse também, que eu passaria a ter a Sua proteção para que os Espíritos, como outrora acontecia, não se manifestassem nem prejudicassem o meu descanso, impedindo essas atuações descoordenadas dentro do meu local de trabalho.
Foi como se, a partir daquele momento, eu me tivesse tornado outra pessoa. Senti uma grande alegria interior, mas ao mesmo tempo estremeci ao reconhecer a responsabilidade a que estaria sujeita.
 
Segundo o Médium Chico Xavier: “Três verbos existem que, bem conjugados serão lâmpadas luminosas em nosso caminho: Aprender, servir e cooperar. (…) Três normas de conduta que jamais nos arrependeremos: Auxiliar com a intenção do bem, silenciar e pronunciar frases de bondade e estímulo. Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias: Maldizer, condenar e destruir. (…) Três programas sublimes se desdobram à nossa frente, revelando-nos a glória da Vida Superior: Amor, Humildade e Bom ânimo.”
 
Há vários tipos de mediunidade, sendo que os médiuns mais desenvolvidos possam ter várias capacidades. Assim referimos:
Mediunidade Pictográfica – conhecida como pintura mediúnica, ou seja, o ato de transmitir visualmente uma mensagem.
Mediunidade Sensitiva – Pessoas mais sensíveis que sentem a presença de espíritos, podendo reconhecer se são espíritos de luz, espíritos em perturbação ou espíritos perturbadores.
Vidência e Clarividência – Médiuns que vêm espíritos. Podendo ser espíritos de luz, perturbados ou perturbadores.
Psicografia – Estes médiuns conseguem transmitir através da escrita os desejos dos espíritos. Na psicografia exitem:
  • Médiuns intuitivos– Aqueles médiuns que ao passar a mensagem do espírito, esta é psícografada de forma voluntária. Recebem a intuição e têm total consciência do que estão a escrever, apesar de não ter controlo sobre o que está a escrever. Há domínio na ação e está consciente.
  • Médiuns mecânicos – Não tem nenhum controlo do movimento realizado na escrita. A mão deste médium é totalmente dominada pelo espírito. Não possui consciência do que está a escrever.
  • Médium Semi-mecânico – São os mais comuns. É uma mistura do médium mecânico e do intuitivo. Não controlam o que estão a escrever ou a fazer, nem dos seus movimentos, embora conscientes do que se está a passar.
Mediunidade de Incorporação ou Psicofonia – Esta categoria mediúnica caracteriza-se pela transmissão oral da comunicação do espírito desencarnado. A incorporação é também conhecida como Psicofonia por produzir uma alteração no chakra laríngeo que habilita o espírito a falar através das cordas vocais do médium. Na incorporação o espírito pode adquirir certa liberdade de movimentos chegando a posicionar o corpo e a fazer trejeitos da maneira que fazia em vida.
Mediunidade Intuitiva – A mediunidade intuitiva consiste na percepção pelo médium das vibrações dos espíritos desencarnados. Está intimamente ligada à estrutura do órgão telepático, que é um reflexo da sensibilidade psíquica.  O médium percebe o conteúdo do que vai falar antes do fenômeno acontecer e transmite oralmente, por vontade própria. O problema desta capacidade mediúnica é a distinção entre os seus próprios pensamentos e os pensamentos provenientes dos espíritos.
Mediunidade de Efeitos Físicos – Este tipo de mediunidade é definida por Kardec como uma mediunidade que se manifesta por efeitos sensíveis, tais como ruídos, movimentos e deslocamento de corpos sólidos. O médium liberta ectoplasma que pode ser aproveitado para materializar e movimentar objetos ou para a materialização de espíritos que podem inclusive ser fotografados.
Mediunidade Clariolfativa – A mediunidade olfativa, é quando o médium sente um cheiro associado ao espírito que o está a visitar, ou se está a aproximar.
Mediunidade Clarigustativa – A mediunidade do paladar, acontece em pessoas específicas, geralmente a um psíquico treinado, mas também pode ser experimentado por pessoas comuns. É a experiência de provar e sentir com seu paladar, sem ingerir qualquer tipo de coisa ou comida.
Assim, e sabendo que todos nós nascemos com capacidades mediúnicas, umas mais desenvolvidas que outras, e uns com mais noção e desenvolvimento que outros, é importante cada um de nós fazer uma introspeção, refletir, relaxar, meditar, concentrar-se, fazer limpezas psíquicas de modo a começarmos a desenvolver internamente para nos ajudarmos a nós próprios e posteriormente a todos os que nos rodeiam.
Francisco Mongonhé da Silva, o Espírito mentor da Médium Aurora Verdades disse “Quando Jesus O Cristo passou por este mundo e deu vista aos cegos, pôs paralíticos a andar e fez voltar à vida Lázaro, quis transmitir aos homens que as capacidades mediúnicas existem.”