De Francisco Mongonhé da Silva, o “Irmão Francisco”
Nasceu a 27 de Março de 1896 no Rio de Janeiro, Brasil.
A sua infância foi feliz. Na juventude foi jogador de futebol, no Botafogo. Na sua vida adulta casou com Miquelina da Silva e teve filhos. Era caixa num banco, onde desempenhou as suas funções com dignidade e responsabilidade. Aí foi vítima de uma fraude por parte de um colega, recaindo injustamente sobre Francisco as culpas de crime de desvio de dinheiros. Crime que não cometeu e que apesar de se aclamar sempre inocente, e de saber quem tinha sido o responsável, foi condenado a dezassete anos de prisão.
A injustiça cometida e a insensibilidade por parte do seu colega de trabalho (que fora quem, na realidade, cometera o crime) deixaram Francisco muito transtornado. Como consequência, e já na prisão, Francisco teve violentos ataques de revolta que o feriram, pois batia-se, a si próprio, contra as paredes e as grades do cárcere. Um dia foi levado para a enfermaria em estado muito grave e, nessa noite, Francisco teve uma visão. Em desdobramento Espiritual apareceu-lhe Jesus O Cristo com quem Francisco desabafou as suas mágoas. No final do encontro, Jesus deu-Lhe a escolher, perguntando se pretendia desencarnar e elevar-se para o Alto e daí trabalhar em prol da Humanidade ou se pretendia manter-se no Mundo-Terra com uma missão específica. Francisco optou por ficar.
Após essa noite e quando o dia clareou, os ferimentos de Francisco haviam desaparecido totalmente e o Seu comportamento havia-se alterado radicalmente. Tornou-se uma pessoa mais tolerante e passou a aceitar a sua nova condição. E para aqueles que também se encontravam presos e a Francisco acorriam na procura de conforto e de uma palavra amiga, Ele tornou-se numa espécie de Pai, de amigo, de conselheiro, a todos ouvindo e a todos ajudando, diminuindo assim o sofrimento de quem o procurava.
Anos mais tarde a polícia descobriu o verdadeiro autor do crime o que levaria à liberdade imediata de Francisco.
Contudo, Francisco a todos surpreende ao decidir cumprir o total da pena a que fora condenado.
Francisco sabia que a sua família tinha meios para sobreviver, ao contrário da família do autor do crime, seu colega de trabalho, que não tinha.
Esta decisão entristeceu a família de Francisco, mas a Sua dignidade tinha sido maculada.
Dentro da prisão Francisco continuou a prestar apoio moral e espiritual aos seus colegas reclusos bem como a guardas prisionais e policias.
No dia marcado para a sua libertação Francisco preparou-se, vestindo-se de branco, e pediu que o deixassem sozinho na cela para descansar um pouco, antes de sair.
Toda a sua família e muitos amigos, diante do estabelecimento prisional, aguardavam a sua saída com bastante alegria e muita ansiedade.
Mas a determinada altura todos começaram a estranhar e procuraram saber, junto dos Policias, qual o motivo de tanta demora. Foi então ordenado a um Guarda que fosse ver o que estava a acontecer e, para espanto de todos, encontraram Francisco na sua cela com ar sereno e tranquilo, deitado na sua cama. Chamaram por Ele e como não foi obtida resposta, aproximaram-se e foi quando verificaram que Francisco havia partido deste Mundo-Terra.
Francisco havia “carregado” a sua cruz até ao fim de sua vida física, cumprindo com a sua missão.
E porque a vida não acaba com a morte física, a Sua missão iniciada no Plano Terreno prosseguiu a partir do Plano Astral.
Dois anos foram suficientes para que Ele iniciasse uma obra de grande valor Espiritual. Procurou e encontrou Aurora Verdades – Médium Ímpar, que usou como Seu Instrumento, surpreendendo o Mundo com os seus trabalhos espirituais, ajudando, alertando e despertando a Humanidade para a necessidade de se formar uma nova sociedade.
E assim surgiu o Irmão Francisco
A Palavra do Irmão Francisco (como é tratado) é a continuação dos Ensinamentos recebidos de Jesus O Cristo, sendo Ele um Seu enviado.
Manifestou-se pela primeira vez no dia 13 de Janeiro de 1961, em Angola, através da Médium de incorporação total, Aurora Verdades, anunciando que trazia a Missão de esclarecer a Humanidade sobre a sua dualidade: Espírito e Matéria.
Como O Próprio refere: “ Eu, Francisco, com esta Missão desde 1961, em Angola, através deste Corpo de que Me estou servindo, e em toda a parte do Mundo onde Me tem sido possibilitado transmitir a Minha Mensagem, aquela que Eu impus a Mim próprio como Espírito em Missão, venho aguardando o momento de verificar que, os que me têm escutado, têm aproveitado, posto em execução, e feito algo de útil com o que vos tenho aconselhado.”
Na década de 70 do séc.XX, em Angola, a Sua Obra esteve ligada ao Racionalismo Cristão por considerar, naquela época, que era a corrente espiritualista que mais se aproximava da Verdade Espiritual. Mas em 1980, já em Portugal, deu-se a desvinculação desta Doutrina, por esta não aceitar e não se enquadrar na totalidade dos princípios da Sua Obra Espiritualizadora em prol da Humanidade. E assim se iniciou uma nova etapa com a criação da Instituição CIRE – Centro de Investigação e Recuperação Espiritual.
Durante os 38 anos em que se fez presente através do Seu Instrumento, a Médium Aurora Verdades, deixou ensinamentos sob a forma de Mensagens, diálogos diretos e orientações particulares, realizando também fenómenos espirituais que muitos consideraram de autênticos milagres.
O seu trabalho foi de esclarecimento à Humanidade sobre a Verdade Espiritual, bem como viver de harmonia com essa Verdade, para obtenção do progresso espiritual. Respeitando o livre arbítrio de cada um, convidou a ter uma consciência apostada em aprimorar o que de mais belo e superior existe no ser humano – a sua elevação espiritual.
As Suas palavras levam o ser humano a refletir e a acreditar na sua própria força interior, iluminando o caminho a percorrer no cumprimento da sua missão espiritual, uma palavra de fé, de incentivo e de total investimento na transformação do Homem. A Sua intervenção lança-nos o desafio de avaliarmos as nossas atitudes, identificarmos as nossas falhas e fortalecermos o nosso o amor ao próximo.
Ao longo dos anos, foi-nos deixando doutrinações que vamos agora partilhar com o mundo.